Solução
apresentada para problema ocorrido em uma Usina de Manutenção
da REPLAN, refinaria da Petrobrás situada em Paulínia
(SP), onde o piso em concreto armado apresentava sinais de desgaste,
numa área total de 400m2.
Características
Gerais
O
piso encontrava-se danificado por impactos e abrasão exercidos
pelos trabalhos desenvolvidos na oficina mecânica que funciona
no local, apresentando também esborcinamento das juntas de
concretagem e de dilatação do piso de concreto armado
de 25 anos de idade. Havia contaminação por óleos,
graxas, tintas, solventes e demais substâncias “estranhas”
ao concreto, além de um revestimento com argamassa epóxi
que apresentava-se deteriorada e solta do substrato.
Processo Utilizado
Remoção
mecânica manual do revestimento de argamassa epóxica;
frezamento da camada contaminada do piso de concreto; limpeza das
juntas do piso; lavagem; execução de novo piso cimentício
auto-nivelante Mcan e revestimento com pintura Urekote de alta espessura.
Área executada
400m2
Procedimentos
Situação Inicial - Problemas encontrados:
O
piso estava deteriorado e desgastado por intensa utilização
da oficina, onde haviam sido feito manutenções de
regularização e nivelamento com argamassa epóxi
com espessuras médias de 15 milímetros, sobre o substrato
mal preparado e limpo, sendo ainda executado um revestimento auto-nivelante
em epóxi sobre essa argamassa de regularização.
Não haviam sido tratadas as juntas de concretagem e de dilatação
desse piso, sendo deixado sob esse piso epóxi, todos os sarrafos
de madeira utilizados na execução do piso de concreto
e vários inserts metálicos, oxidados.
Apresentava-se também o piso com contaminação
por óleos, graxas, tintas, solventes e demais produtos utilizados
na oficina, além do desplacamento total do revestimento aplicado
sobre o concreto (substrato) (fotos 01 e 02).
Trabalhos Executados
Remoção
do revestimento existente e limpeza das juntas
Inicialmente
foi removido mecanicamente com auxílio rompedores pneumáticos,
alavancas, picaretas, espátulas, etc., todo o revestimento
de argamassa epóxi com areia e epóxi auto-nivelante
existente sobre o substrato, bem como foram removidos todos os sarrafos
de madeira e inserts metálicos, limpando também as
juntas de concretagem, deixando-as abertas (fotos 03, 04 e 05).
Preparo do substrato
Na
etapa seguinte foi feito o frezamento de todo o substrato, com a
remoção de uma espessura média de 4 milímetros
do mesmo (fotos 06 e 07), para eliminação da camada
superficial mais contaminada, e ainda fazer um nivelamento prévio
das depressões e buracos encontrados (VP 500), depois da
remoção do revestimento existente.
Na seqüência foi feita uma lavagem do substrato com hidrojateamento
de alta pressão, com a utilização de Master
Cleaner na diluição de 1:1 com água, seguido
de enxague, e ainda lavagem com SD 20 na diluição
de 1:10 com água e novo enxague, para remoção
dos resíduos de óleos e graxas restantes.
Regularização do substrato
Após
a etapa anterior executada, foi feita a hidratação
do substrato por 24 horas, para então, todas as juntas de
dilatação e de concretagem que estavam abertas serem
preenchidas com argamassa VP 500.
O substrato foi mantido hidratado nessa etapa do serviço,
sendo então removida as poças e aplicado um primer
de Mastercryl diluído com água na proporção
de 1:1, com consumo de 300 gr/m2 (foto 08).
Na seqüência da aplicação do primer, foi
regularizado o substrato com Mcan - argamassa cimentícia
auto-nivelante - com consumo de 12 kg/m2 para uma espessura média
de 10 milímetros, (fotos 09, 10, 11), sendo adensado e nivelado
com “rolo quebra-bolhas” (fotos 12 e 13).
Logo após a pega inicial do Mcan, foi feito a cura úmida
por 48 horas.
Após a cura úmida foi executado um polimento leve
da regularização executada, para eliminar pequenas
ondulações, e natas de cimento que exsudam no processo
de lançamento e adensamento do Mcan, com pedras abrasivas
grossas.
Por fim, foi executada uma limpeza final com hidrojateamento para
remoção da lama do polimento.
Tratamento
das juntas do piso
Juntamente
com a etapa anterior, foram executados cortes com serra disco “kliper”,
nas posições das juntas que anteriormente foram cheias
com VP 500 e previamente marcadas suas posições, com
profundidade de aproximadamente 5 cm e largura de 5 mm.
Revestimento Final
Depois
de aguardar um prazo de cinco dias para que a regularização
executada com Mcan secasse, procedeu-se o tratamento da juntas serradas,
colocado um suporte de polietileno com um centímetro de profundidade
para dentro dessas juntas, e feito o preenchimento das mesmas com
BausealFlex, com rendimento de sete metros de junta para cada cartucho
de mastique.
Como revestimento e acabamento final, foi aplicado em forma de pintura
de alta espessura, Urekote em duas demãos com consumo de
400 gr/m2, com intervalo de doze horas entre demãos, sendo
também feita demarcações de áreas e
faixas de circulação com cores diferentes (fotos 14
e 15).
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